segunda-feira, maio 05, 2014

Anticoncepcionais

Anticoncepcionais

A contraceção

Todas as mulheres e homens devem efectuar uma contraceção adaptada e programada para que haja proteção das DST’s, gravidezes planeadas, prevenção de algumas doenças e a vida sexual esteja ajustada. A contraceção pode atingir através dos meios naturais (método do calendário ou ritmo, temperaturas, muco vaginal ou coito interrompido) ou métodos artificiais (pílula, implante contracetivo, adesivo contracetivo, contraceção hormonal injectável, anel vaginal, dispositivo intra-uterino (DIU), vasectomia, laqueação, preservativo e pílula do dia seguinte).

Os métodos naturais

Os métodos naturais são uma boa opção, têm menos "danos" para a saúde, não protegem das doenças sexualmente transmissíveis e tem algum grau de dificuldade. O método do ritmo requer o conhecimento do ciclo menstrual e consiste na ausência de relações sexuais durante o período fértil, entre o 10º e o 16º dia do ciclo menstrual. O método da temperatura consiste em determinar a temperatura rectal pela manhã, após a ovulação a temperatura aumenta 0,5ºC. O método do coito interrompido é o mais antigo e consiste na remoção do pénis da vagina antes da ejaculação. Este método garante que os espermatozóides não entram na vagina. Por vezes o homem produz um líquido incolor que lubrifica os canais e poderá já ter espermatozóides. Os métodos naturais não são tão eficazes na prevenção da gravidez.

Os métodos artificiais

Pílula

A pílula contracetiva combinada é constituída por dois tipos de hormonas femininas: estrogénios e a progesterona (hormonas produzidas pelos ovários). A pílula, através da grande quantidade de hormonas, impede a ovulação e dificulta a passagem dos espermatozóides, tornando o muco, que reveste a parede vaginal, mais espesso. Ao tomar a pílula passa a ter menstruações regulares, diminuição das dores menstruais, diminuição da acne e da pilosidade, menor risco de cancro do ovário e menor risco de quistos da mama e ovário.

A pílula é apresentada em embalagens de 21 comprimidos e normalmente têm os dias da semana inscritos na parte de trás do blister (carteira) para facilitar as tomas.

Iniciar a pílula: para iniciar a pílula, após conselho de um profissional de saúde, deve começar a tomar a pílula no primeiro dia do período menstrual (menstruação).

Exemplo: se a menstruação vier numa quinta-feira a pílula que toma deve corresponder à da quinta-feira.

Como tomar: diariamente durante 21 dias, seguido de uma pausa de 7 dias (nesta pausa surgirá a menstruação), prossegue sempre este ciclo 21+7+21+7+21+7+21+7... não necessita de fazer pausas. A mulher está protegida de uma gravidez, mesmo que tenha relações sexuais durante o período de pausa ou na menstruação. Algumas pílulas apresentam embalagens de 28 comprimidos, nestes casos há uma toma contínua de contracetivo, não sendo necessário fazer pausas.

A pílula e outros medicamentos

Alguns medicamentos alteram a acção da pílula como por exemplo: doxiciclina, cefodizima, cefuroxima (antibióticos), erva de São João ou hipericão (antidepressivos), modafinil (sono), ciclosporina, acenocumarol e varfarina (anticoagulantes), fenobarbital, carbamazepina, fenitoína (antiepilépticos), griseofulvina, anastrozol (tumores), deflazacorte e prednisolona (corticóides), levotiroxina sódica (hormonas da tiróide), amoxicilina e ampicilina (penicilinas).

Os efeitos secundários

Ao optar pela pílula contracetiva a mulher terá que ter em conta que poderão surgir efeitos secundários de uma forma transitória, que passam sem ser necessário suspender a contraceção. Alguns efeitos secundários: náuseas e vómitos (comuns nos primeiros dias), alteração do fluxo menstrual (diminuição da quantidade, cor e duração do fluxo), spotting (perdas de sangue entre as menstruações), tensão mamária, alteração de peso (pode ocorrer aumento de peso), depressão e perda de apetite sexual.

Implante

O implante contracetivo é um pequeno bastonete, que é colocado por baixo da pele (na face interna do braço), e que liberta hormonas durante três anos. O implante garante uma contraceção ao longo de três anos, após os quais terá que ser substituído. É um método bastante prático, pois não é necessário tomar todos os dias, não tem estrogénios, os vómitos e a diarreia não interfere na sua eficácia e a mulher assim que retirar o implante pode logo engravidar. O implante não provoca menstruações regulares (a mulher continua saudável). Este método contracetivo não protege das DST’s e pode interferir com alguns medicamentos, pois é um método hormonal.

Adesivo contracetivo

O adesivo é um método de contraceção constituído por um adesivo fino impregnado de hormonas que são continuamente transferidas através da pele para a corrente sanguínea. O adesivo contracetivo é colocado semanalmente durante 3 semanas, seguindo-se uma semana de descanso. O adesivo como método hormonal impede a ovulação.

Como aplicar o adesivo contracetivo

Pode ser utilizado na parte de fora do braço, na parte superior do tronco (costas), no abdómen ou na nádega. Seleccione um local diferente a cada semana. O adesivo tem de permanecer nesse local durante 7 dias. Pode colocar-se no mesmo local, todas as semanas, no entanto, deve evitar colocá-lo no mesmo ponto.

O adesivo não deve ser aplicado em pele vermelha, irritada ou com cortes. Deve aplicar em pele limpa e seca, sem cremes, óleos ou loções.

Utilize o adesivo durante 7 dias (semana 1) e no 8º dia (dia de mudança de adesivo) deve retirar-se o usado (que deverá ser dobrado cuidadosamente antes de deitar fora), aplique um novo no 8º dia (semana 2) e novamente no 15º dia (semana 3). No 22º dia (primeiro dia da semana 4) não coloque novo adesivo. (O período menstrual deverá aparecer durante essa semana). Passados 7 dias aplique novamente outro adesivo.

Nunca utilizar o adesivo mais do que 7 dias. Passado este tempo deixa de fazer efeito. Verifique, todos os dias, se o adesivo está bem colocado.

O adesivo permite levar uma vida normal: tomar banho, fazer exercício físico, ir à praia, entre outras actividades. A humidade não afecta o adesivo. Os perigos de esquecimento de tomas são minimizados, uma vez que as trocas são semanais.

Contraceção hormonal injectável

A contraceção hormonal injectável é um método contracetivo que consiste na administração de uma injeção intramuscular de 3 em 3 meses. É um método muito eficaz e seguro. Pode ser usada em qualquer idade, provoca irregularidade na menstruação e atraso de alguns meses no retorno da fertilidade. Este método não protege das DST.

Anel contracetivo

O anel contracetivo é um método recente que actua da mesma forma que a pílula, embora tenha que ser introduzido pela mulher na sua vagina. É uma aplicação muito simples e que não altera a vida sexual do casal. Este método tem algumas vantagens tais como: basta uma aplicação mensal, dose hormonal mais baixa, menos efeitos secundários (náuseas, dores de cabeça (cefaleias) e tensão mamária) e não tem efeito no aumento de peso. O anel é feito de um material que vai libertando as hormonas, não permitindo a fixação de bactérias ou a criação de maus odores. O anel ajusta-se às paredes da vagina e não se sente durante as relações sexuais.

No dia que colocar o anel envie uma mensagem escrita para o 4421 com a palavra "NUVA", e passará a receber uma mensagem para retirar ou mudar o anel (serviço gratuito). O anel permanece 3 semanas na flora vaginal, posteriormente faz uma pausa de 7 dias e volte a introduzir novo anel.

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)

O DIU é um método contracetivo de longa duração, trata-se de um pequeno dispositivo que é colocado dentro do útero evitando assim a fecundação. Existem três tipos de DIU, o DIU com cobre, o DIU de cobre e prata e o DIU hormonal. O dispositivo deve ser colocado por um profissional experiente e dependendo do dispositivo a sua duração pode ser de 5 a 10 anos.

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um método contracetivo de emergência que deverá ser tomada até 72 horas após a relação sexual não protegida ou em caso de falha do método contracetivo. A pílula do dia seguinte é um método ocasional, não se deve recorrer regularmente e não protege das DST’s.

A pílula do dia seguinte bloqueia ou retarda a ovulação, impede a fecundação ou a implantação do ovo no útero. Deve ser tomada logo que possível até ao 3º dia (72 horas) após a relação sexual desprotegida ou mal protegida. Efeitos secundários: náuseas, vómitos, dores de cabeça, hemorragias, tensão mamária, dores abdominais, diarreia, vertigens ou cansaço.

Se tomar a pílula do dia seguinte por esquecimento de uma toma da sua pílula habitual, deve continuar a tomar a sua pílula e no prazo de 7 dias (7 pílulas) usar método proteção (preservativo). Pode obter a pílula do dia seguinte nas farmácias, consultas de adolescente e nos centros de saúde (gratuita). A pílula do dia seguinte é um método contracetivo de emergência que deve ser usado esporadicamente quando algum dos métodos convencionais falha.

Algumas mulheres não devem utilizar métodos contracetivos hormonais, especialmente se tiverem problemas circulatórios (varizes), alguns tipos de cancro, história familiar de problemas cardíacos, fumadoras, hipertensas, bem como as que estão ou podem estar grávidas.

Vasectomia e a laqueação

A vasectomia e a laqueação das trompas são métodos definitivos realizados através de um procedimento cirúrgico. A vasectomia consiste num aperto efectuado ao canal seminal evitando que o homem expele espermatozóides. A laqueação das trompas consiste na oclusão das trompas evitando que os óvulos encontrem os espermatozóides. Ambos os métodos não alteram a qualidade da vida sexual.

Fontes bibliográficas
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6 comentários:

  1. Olá tive uma cesaria há seis meses e há quatro meses tomo level e tbem uso preservativo tenho muito medo de engravidar,pq sempre na semana fértil tenho corrimento igual antes de tomar pilula, mas se ñ há ovulação em função da pilula pq tenho esse corrimento só nesse período será q o level ñ está fazendo efeito. Desde ja agradeço

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    1. Olá, sim é a pílula que aumenta seu corrimento, pois ao usar a pílula certinha não tem período fertil... pode manter o preservativo, mas somente com a pílula está protegida... ando por aqui... :)

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  2. Boa noite tenho um bebe de 9meses
    Em dezembro apanhei a hormonal injetável e em 3 de março tinha que voltar a apanhar e falhei ja se vao quase 2meses e não vejo a menstruação
    Tendo em conta que logo que apanhei a injeção em dezembro nao vi a menstruação sera normal

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    1. Olá, sim é normal... deixou de estar protegida... ando por aqui... :)

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  3. Boa tarde!
    Tenho 16 anos e já iniciei a minha atividade sexual, e vou começar agora a tomar a pilula! Após iniciar a toma quando posso voltar a ter relaçoes?

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    1. Olá, se iniciar no primeiro dia da menstruação após sete dias já estará protegida... ando por aqui... :)

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