16 de julho de 2018


A qualidade do ar em Portugal continental e, consequentemente, o ambiente e a saúde pública vão continuar a degradar-se de forma preocupante até ao final do século. Isto apesar de se prever uma diminuição da emissão de poluentes para a atmosfera. As conclusões são de um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que, num trabalho inédito, estimou de que forma as alterações climáticas e as condições meteorológicas que se avizinham vão afetar a qualidade do ar em Portugal na última metade do século XXI.

Em 2050 a qualidade do ar em Portugal vai trazer degradação da saúde pública

“A degradação da qualidade do ar esperada entre 2050 e 2100 para alguns poluentes, apesar da redução das respetivas emissões fruto das imposições da Comissão Europeia, é justificada pelas condições meteorológicas mais quentes e secas [em 2100 o planeta estará em média mais quente 4ºC] que conduzem a um aumento das concentrações de fundo e a uma menor deposição e dispersão”, aponta Alexandra Monteiro, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar e do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA

O cenário, segundo a investigadora, trará para a última metade deste século uma certeza: “A proteção da saúde humana será ainda mais crítica no futuro”. Crianças, idosos, grávidas e indivíduos que sofram de problemas respiratórios e cardíacos serão os principais afetados pela poluição atmosférica que atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, já mata todos os anos sete milhões de pessoas em todo o mundo. 
Em 2050 a qualidade do ar em Portugal vai trazer degradação da saúde pública - Alexandra Monteiro, investigadora

Os dados apresentados pela UA, desvenda Alexandra Monteiro, coordenadora do estudo publicado recentemente na revista Air Quality, Atmosphere & Health, “confirmam bem a complexidade do sistema atmosférico e da poluição do ar, em particular, revelando que a sua natureza depende de múltiplos fatores, que incluem não só o que é emitido para a atmosfera pelo Homem e pela natureza, mas também das condições físicas de dispersão e transporte dos poluentes, ditadas pela meteorologia”. 

É que mesmo que a redução de emissões espectável para 2050 se verifique, fruto da legislação europeia que, ainda assim, é menos exigente do que as recomendações da Organização das Nações Unidas, as alterações climáticas e as condições meteorológicas previstas para este futuro de médio prazo deverão conduzir a um aumento das concentrações de poluentes. 

Deterioração do ar é inevitável

“Apesar do combate e mitigação das alterações climáticas dever ser feito, prevê-se que haja alterações inevitáveis e já não passíveis de resolver”, antevê Alexandra Monteiro. Ainda assim, para minimizar os danos, é urgente diminuir ainda mais as emissões da responsabilidade do Homem. 

“Mas para que isto seja feito de uma forma eficiente e duradoura é urgente uma estratégia e implementação conjunta entre países e continentes, uma vez que a poluição do ar não tem fronteiras nem limites políticos”, lembra a investigadora do CESAM.

Para além de Alexandra Monteiro, também participaram no estudo os investigadores do CESAM Elisa Sá, Ana Fernandes, Carla Gama, Sandra Sorte, Myriam Lopes, Carlos Borrego e Ana Isabel Miranda. O estudo contou ainda com a colaboração do Grupo de Meteorologia e Climatologia do Departamento de Física da UA que disponibilizou os resultados das simulações de cenários climáticos para futuro de médio (2050) e longo prazo (2100).

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15 de julho de 2018


Está na pausa entre as cartelas? Teve relação e tem medo da gravidez? Neste post vou lhe ajudar... descubra se tem riscos de gravidez... não deixe de ler...

Nas últimas semanas tenho revisitado alguns temas já falados aqui no blog, como é o caso dos riscos de gravidez na pausa entre as cartelas... confira alguns exemplos:

Nalguns tipos de pílula combinada, com estrogênios, está indicada na posologia fazer pausa entre cartelas de 2, 4, 6 ou 7 dias. Será que a pílula vai conferir protecção durante essa pausa?

Ao iniciar a pílula, durante a menstruação, de preferência no 1.º dia, a mulher vai ficar logo protegida, devendo depois manter a posologia recomendada (inscrita na cartela) seguindo a toma certinha dos comprimidos que correspondem ao dia da semana correspondente. Depois de terminar a cartela irá fazer a pausa de descanso, através de dias sem tomar ou comprimidos placebo.

Nessa pausa deve descer sua menstruação, um sangramento que resulta da falta de hormônios da pílula, depois da pausa deve retomar uma nova cartela mantendo sempre este esquema.
O efeito do anticoncepcional durante a pausa

Devo alertar que só a 1.ª cartela é que inicia no 1.º dia da menstruação, as restantes vai iniciar após a pausa de descanso.

O efeito do anticoncepcional durante a pausa

A toma da cartela como expliquei, achei importante ter explicado, garante que o efeito da pílula se mantém durante o período de pausa... ou seja a toma de 21 dias de pílula confere também protecção nos 7 dias seguintes sem tomar.

Desde que tenha usado a pílula certinha na cartela anterior vai estar protegida na pausa de descanso, mas se lembre que ao atrasar o inicio da cartela seguinte deixa de estar protegida... como pode conferir nos posts:

Conclusão: o efeito do anticoncepcional durante a pausa - sim o anticoncepcional na pausa também faz efeito desde que tenha usado sem falhas, sem atrasos ou esquecimentos, sem vómitos, diarreia ou uso de medicamentos que interfiram na cartela anterior.

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14 de julho de 2018


Vai viajar? Tem receio que a mudança de hora do novo país altere a protecção da sua pílula? Não pode deixar de ler este post...
Tomar a pílula nas mudanças de fuso horário (hora)

Vou iniciar este post ensinando como devemos tomar a pílula, para estarmos protegidos da gravidez e evitar riscos de notar efeitos adversos ou colaterais.

Tomar a pílula

A pílula deve ser tomado, sensivelmente no mesmo horário, com um pouco de água, seguindo a indicação inscrita na cartela ou sugerida pelo nosso médico. A mulher deve assim seguir tomando a pílula respeitando o dia da semana inscrito, para evitar esquecer e continuar protegida. Como neste exemplo:
  • hoje é sábado, a pílula que vai tomar deve ser a correspondente (sábado), para ter a certeza que tomou a pílula e estar protegida

E se for viajar? Deve manter a pílula no horário habitual? Ou faço a mudança de hora para o fuso horário do novo país?

Tomar a pílula nas mudanças de fuso horário

Ao viajar para um país com um fuso horário diferente pode manter a toma da sua pílula no mesmo horário, se isso não implicar a mudança da hora superior a 12 horas, de um dia para o outro.

O que quer dizer que se viajar para um país que tenha uma mudança da hora de 1 ou 2 horas podem manter a sua pílula na hora habitual sem riscos de perder o seu efeito, confira os exemplos que recolhi.
Tomar a pílula nas mudanças de fuso horário (hora)

Exemplos de mudanças de fuso horário

Vai viajar do rio para Lisboa ou Paris? Ou de São Paulo para Tóquio ou Nova Déli? Já sei de Brasília para Moscovo?

Tomar a pílula após uma viagem do Rio para Lisboa (mudança de fuso horário de 4 horas)

Neste tipo de viagem a mudança é de 4 horas, como é menor que 12 horas podem manter a toma da sua pílula na mesma hora que fazia no Brasil, ou seja se no Brasil tomava às 20 horas podem manter esse mesmo horário em Lisboa.
Tomar a pílula nas mudanças de fuso horário (hora)

Tomar a pílula após uma viagem do Rio para Paris (mudança de fuso horário de 5 horas)

Neste tipo de viagem a mudança é de 5 horas, como é menor que 12 horas podem manter a toma da sua pílula na mesma hora que fazia no Brasil, ou seja se no Brasil tomava às 20 horas podem manter esse mesmo horário em Paris.

Tomar a pílula após uma viagem de São Paulo para Tóquio (mudança de fuso horário de 12 horas)

Nesta viagem a diferença do fuso horário é de 12 horas e neste caso deve mesmo ter alguns cuidados, para evitar ter riscos e ficar desprotegida, se tomava no Brasil às 20 horas, nos últimos dias, antes da viagem, pode mudar a sua hora e passa a tomar às 00 horas, meia-noite, desta forma quando chegar ao Japão poderá manter a toma às 20 horas, pois a mudança será menor que as 12 horas.

Tomar a pílula após uma viagem de São Paulo e Nova Deli (mudança de fuso horário de 8 horas)

Neste tipo de viagem a mudança é de 8 horas, como é menor que 12 horas podem manter a toma da sua pílula na mesma hora que fazia no Brasil, ou seja se no Brasil tomava às 20 horas podem manter esse mesmo horário em Nova Déli.
Tomar a pílula nas mudanças de fuso horário (hora)

Tomar a pílula após uma viagem entre Brasília e Moscovo (mudança de fuso horário de 6 horas)

Neste tipo de viagem a mudança é de 6 horas, como é menor que 12 horas podem manter a toma da sua pílula na mesma hora que fazia no Brasil, ou seja se no Brasil tomava às 20 horas podem manter esse mesmo horário em Moscovo.

Conclusão: tomar a pílula nas mudanças de fuso horário - pode manter a toma da pílula na mesma hora, nos fusos horários do país para onde vai viajar, desde que não seja uma mudança de mais de 12 horas.

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