Avançar para o conteúdo principal

Constipações (resfriado) e gripe



A constipação ou resfriado

A constipação ou resfriado é uma inflamação aguda das vias áreas como resul­tado de uma infecção viral benigna que acaba por resolver-se de forma espontânea.

As constipações (resfriados) curam-se por si sós são afeções benignas, uma pessoa constipada deve tratar os sintomas para aliviar o seu desconforto, com algumas medidas e remédios caseiros. 


Alguns sintomas da constipação: dor de cabeça e pescoço, congestão nasal, pingo ao nariz, dor de garganta, espirros, fraqueza, prostração e tosse. 

Duração dos sintomas (doença): 7 a 10 dias.

A gripe

É uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. A gripe é uma doença contagiosa que ocorre no final do Outono, Inverno e início da Primavera. Existem três tipos de vírus da gripe: A, B e C. O vírus Influenza A pode infectar humanos e outros animais e o Influenza B e C infecta só humanos. O tipo C não causa pandemias. O vírus Influenza tem um revestimento que se altera constante­mente, o que torna muito difícil o desenvolvimento de vacinas e a resposta do organismo humano. Esta imprevisibilidade torna o vírus da gripe uma ameaça para a saúde pública.

Sinais e sintomas da gripe: febre (gripe), calafrios, sudorese inten­sa (suor), tosse seca, dores musculares, fadiga, mal-estar, dores de cabeça, nariz entupido e irritação na garganta.

Como se transmitem as constipações, resfriado ou gripes

Uma pessoa com gripe ou constipação ao espirrar, tossir ou falar, liberta e espalha milhares de gotículas de saliva com o vírus que ficam dispersas no ar. Estas gotículas ao entrarem em contacto com o nariz, olhos ou boca de outra pessoa contagiam-na. O vírus instala-se na mucosa do nariz ou garganta (parede interna), co­meçando a desenvolver-se. O período de incubação (tempo entre o contágio e o início dos sintomas) é de 1 a 2 dias. Os sintomas duram em média 7 a 10 dias.

Medidas de prevenção e suporte das constipações, resfriado ou gripes
  • Tomar um duche de água morna;
  • Proteger o nariz com vaselina (irritação causada por repetido assoar);
  • Controlar as dores e febre com paracetamol ou ibuprofeno (de preferência à noite);
  • Adoptar medidas de higiene pessoal ao espirrar, tossir ou asso­ar (usar um lenço descartável de utilização única para espirrar, tossir ou assoar, lavar as mãos com frequência, manter as unhas curtas, evitar mexer na nariz, boca ou olhos sem ter lavado as mãos).

Outras medidas naturais:
  • Chá de tília para acalmar;
  • Infusões de salgueiro (20 g de folhas por litro de água);
  • Inalações com eucalipto (5 gotas de óleo essencial no soro fisio­lógico/ água ferver);
  • Em caso de expectoração optar por um xarope com própolis, marroio-branco e tanchagem para estimular as defesas;
  • Sumo ou chá de limão com mel;
  • Maçãs ou pêras assadas com canela;
  • Xarope de cenoura ou cebola com mel.
  • Em caso de gripe ou constipação não devemos recorrer aos ser­viços de saúde, devemos permanecer em casa, adoptar medidas para melhorar os sintomas, reforçar a nossa alimentação, adminis­trar paracetamol ou ibuprofeno (não ultrapassar doses recomen­dadas) e em caso do agravamento dos sinais ou sintomas deve­mos pedir apoio à linha de saúde24 – 808 24 24 24 (somente para Portugal).

As máscaras e a gripe

O uso de máscaras não previne ou reduz o contágio de gripe. As pessoas podem optar por usar máscaras, se forem usadas ou eliminadas de forma adequada. O uso de máscaras por pessoas doentes com sintomas de gripe pode ajudar a reter as secreções respiratórias quando essas pessoas tossem ou espirram e reduzir o risco de contágio. O uso de máscaras pode ser recomendado às grávidas, doentes imunodeprimidos e cuidadores de doentes com gripe.

Como usar as máscaras

As máscaras devem ser cuidadosamente colocadas sobre a boca e o nariz e atadas com firmeza (prenda os atilhos ou os elásticos a meio da cabeça e no pescoço, ajuste a faixa flexível ao osso do nariz, ajuste-a bem à face e ao queixo). Enquanto estiver a usar máscara, evite tocar-lhe com as mãos. Sempre que tocar numa máscara usada - por exemplo, ao retirá-la - deve lavar as mãos com água e sabão ou desinfectá-las com uma solução alcoólica. Substitua as máscaras sempre que ficarem húmidas. Para retirar e eliminar uma máscara convenientemente (parta do princípio de que a parte da frente da máscara está contaminada), desate ou parta os atilhos da parte de baixo e depois os atilhos ou elásticos da parte de cima e retire a máscara pegando-lhe unicamente pelos atilhos. As máscaras descartáveis devem deitar-se fora após uma única utilização. Depois de retirar a máscara é necessário lavar as mãos, com água e sabão, ou desinfectá-las com uma solução alcoólica.

Depois de retiradas, as máscaras devem ser colocadas num saco de plástico, que terá de ser bem fechado. Esse saco deverá juntar-se aos resíduos domésticos normais.

Como lavar as mãos

A lavagem correcta das mãos deve durar 30 segundos, molhe as mãos com água, aplique o sabonete ou sabão para cobrir todas as superfícies das mãos, esfregue as palmas uma na outra, esfregue a palma da mão direita no dorso da esquerda e vice-versa, esfregue os dedos, as unhas e os polegares. Enxagúe as mãos com água, seque-as com um toalhete descartável e desligue a torneira com o toalhete. Na prevenção de doenças como a gripe a lavagem das mãos com água e sabão é suficiente para prevenir o contágio, no entanto pode lavar as mãos com solução de base alcoólica (solução anti-séptica de base alcoólica) quando por algum motivo não tem água disponível.

Solução de base alcoólica

Quando não tem possibilidade de lavar às mãos com água e sabão, pode optar por utilizar solução de base alcoólica, uma solução que irá promover a higiene e desinfecção das mãos. Para aplicar comece por esfregar as mãos com cerca de 3 ml de solução alcoólica durante 30 segundos, até as mãos ficarem secas, não se esqueça do polegar, costas da mão e unhas.

Na prevenção da gripe e constipações a lavagem das mãos com água e sabão é suficiente, não sendo necessário comprar outro tipo de produtos. O uso de solução de base alcoólica pode provocar irritação e secar a pele.

Fontes bibliográficas

Comentários

Posts Mais Lidos

Menstruação e a pílula

A presença da  menstruação  regular revela à mulher que é saudável e que os valores hormonais ao longo do ciclo são os ideais. A  menstruação  surge após ocorrer uma descamação do endométrio (parede interna do útero) quando não ocorre nidação (fixação do ovo = espermatozoide + óvulo). O seu aparecimento diz à mulher que não está grávida, sendo um dos sinais de gravidez . Ao iniciar a pilula ou outro anticoncecional hormonal a mulher irá manter os valores hormonais femininas no sangue sempre elevados, o que irá sempre causar alterações menstruais, sendo comum a mulher menstruar nos períodos de pausa (entre as cartelas ou carteiras). Dependendo do tipo de hormonas e composição os anticoncecionais tendem a causar alterações diferenciadas na  menstruação , ...

Nactali® (desogestrel 75 mcg)

A pílula nactali® é um contraceptivo hormonal progestagénico, sendo constituído pela hormona sintética desogestrel (75 mcg de desogestrel ). O blister ou cartela da pílula nactali® tem 28 comprimidos, estando no mercado disponíveis embalagens com 1 ou 3 blisters ou cartelas. Como tomar a nactali® A pilula nactali ®  deve ser tomada todos os dias, sem pausas entre as cartelas, sensivelmente à mesma hora, atrasos superiores a 12 horas interferem com a eficácia da pilula nactali ® . Como iniciar a nactali®? Deve iniciar a anticoncecional no primeiro dia da menstruação . Se iniciar entre o 2° e o 5° dia do ciclo deve usar protecção adicional ou evitar as relações nos primeiro 7 dias de pílula.  Após um parto ou aborto A pílula nactali® deve ser iniciada entre o 21° e o 28° dia após o parto ou aborto. A pílula e outros medicamentos: a pílula nactali® sofre diminuição da sua eficácia com os medicamentos rifampicina, oxcarbazepina, rifabutina, gri...

Tomar a pilula hormonal continua

A pilula hormonal é um anticoncecional com hormonas que previne a gravidez, através do impedimento da descida do óvulo, nidação do ovo no endométrio e espessamento do muco cervical evitando a progressão dos espermatozoides. Os tipos de pilula Existem dois tipos de pilula, as pilulas combinadas que têm na sua composição estrogénios e as pilulas sem estrogénios, somente com progesterona , pilulas progestagénicas . Em relação à toma as pilulas podem ser de toma continua ou obrigar a fazer pausas entre as cartelas ou carteiras. O facto de não serem feitas pausas, entre as cartelas ou carteiras, ajuda a mulher a não se esquecer de tomar. Pilulas com pausa (contraceção com pausas)   A grande maioria das pilulas com estrogénios obriga a mulher a fazer uma pausa entre as cartelas ou carteiras, esta pausa pode ser de 4, 5, 6 ou 7 dias. Durante esta pausa a menstruação surge garantindo que não está grávida.  Pilulas sem pausa (contraceção continua)  ...

Corrimento vaginal branco - candidíase

O corrimento normal A saída de secreções da vagina é comum e funciona como uma defesa da mucosa vaginal, o corrimento vaginal normal tem um aspeto translúcido, tipo clara de ovo, e não tem cheiro. A saída de muco resulta da descamação celular das paredes vaginais e que vai funcionando como uma proteção da flora vaginal das bactérias. O corrimento quando entra em contacto com o penso diário ou roupa interior ganha uma coloração amarela. Alterações no corrimento O corrimento pode sofrer alterações e surgir com outra coloração, as principais causas destas alterações são as infeções, como a vaginose , tricomoníase , candidíase ( corrimento branco ), clamídia, mioplasma e gonorreia, uso de produtos de higiene intima que podem alterar o pH da vagina, uso de antibióticos (diminuição dos lactobacilos), diminuição da imunidade do organismo (stresse ou ansiedade ), uso de preservativo , ter muitos parceiros sexuais, uso de cremes vaginais, endometriose , infeção das trompas, feri...

Itraconazol 100 mg

O itraconazol é um anti-fúngico usado para tratar infeções por fungos, tais como: candidíase vulvovaginal candidíase oral dermatomicoses (tinhas e onicomicoses (micoses das unhas) ) pitiríase versicolor Como tomar o itraconazol Dosagem recomendada para adultos e adolescentes: Candidíase vulvovaginal   - 200 mg de manhã e 200 mg noite durante 1 dia Candidíase oral  - 100 mg por dia durante 2 semanas Tinha ou micose no corpo  - 100 mg por dia durante 2 semanas Tinha ou micose nos pés/ mãos  - 100 mg por dia durante 4 semanas Micose nas unhas  - duas cápsulas duas vezes ao dia durante uma semana Efeitos secundários do itraconazol dor de cabeça tonturas insuficiência cardíaca congestiva edema pulmonar dor abdominal vómitos dispepsia náuseas diarreia obstipação alterações no fígado perda de cabelo Medicamentos que podem interferir com o itraconazol rifampicina rifabutina ebastina reb...