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O Código Europeu contra o Cancro recomenda que se façam observações minuciosas e periódicas para detectarmos precocemente alterações sugestivas de neoplasias (tumores). Os tumores detectados precocemente têm uma elevada taxa de cura. Podemos efectuar autoexames à boca, expetoração, fezes, mama, pele, vulva, testículos, intestino, estômago, colo do útero, entre outros.

Boca

O cancro da boca e da faringe representam cerca de 7% do total de tumores malignos diagnosticados em Portugal, as suas causas são o álcool, o tabaco e a deficiente higiene oral. A melhor forma de prevenir esta ocorrência é fazer autoexame da boca. Como fazer: observar os lábios (exterior e interiormente), as gengivas, o interior das bochechas, a garganta, o palato (céu da boca) e a língua. Faça a palpação ao rosto e pescoço (procurando nódulos). Faça uma higiene oral correcta e visitas regulares ao dentista. Perante alguma alteração devemos recorrer ao médico ou dentista.

Colo do útero

A citologia ou teste de Papanicolau é um exame que detecta cerca de 95% dos casos de cancro do colo do útero em estadios precoces. A colheita é feita durante o exame ginecológico e consiste num esfregaço de células do colo do útero que posteriormente é colocado numa lâmina para avaliação microscópica. Um resultado negativo revela que o colo do útero é normal. O cancro do colo do útero é provocado pelo vírus papiloma humano e pode ser prevenido através da vacinação e da citologia anual. A observação ginecologia e o exame citológico permitem ainda a detecção de inflamações, infecções, verrugas, condilomas e alterações do canal vaginal.

Expetoração

A expetoração é uma mistura de mucosidade, desperdícios e células produzida pelas vias respiratórias. Esta produção acontece quando ocorre uma irritação, infecção ou inflamação das vias aéreas. A vigilância da expetoração é importante e o seu aspecto ajuda o diagnóstico médico. A expetoração amarela, verde ou parda, revela uma infecção bacteriana. A expetoração transparente, branca ou aquosa, indica a presença de um vírus, de uma alergia ou de uma substância irritante. Se a expetoração for raiada de sangue ou tiver presença de sangue deve falar com o seu médico pois poderá estar com uma infecção pulmonar.

Fezes

As fezes são o resultado da digestão dos alimentos e podem indicar se o nosso sistema digestivo tem alterações, assim sempre que for à casa de banho deve observar o aspecto das fezes. As fezes podem ter várias colorações, no entanto se notar sangue vivo nas fezes ou as fezes forem da cor da borra do café deve falar com o seu médico (se as fezes forem da cor da borra do café deite um pouco de água oxigenada e se ferver provavelmente as suas fezes têm sangue). Os utentes que tomem suplementos de ferro ficam com as fezes negras.

Pesquisa oculta de sangue nas fezes

A pesquisa de sangue oculto nas fezes tem como objectivo detectar causas de anemia, emagrecimento súbito, confirmar presença de sangue (quando as fezes são tipo borra de café), presença de pólipos, neoplasias gastrointestinais, úlceras gastroduodenais e auxiliar o diagnóstico de doença de Crohn ou colite ulcerosa. A recolha deve ser feita em três dias seguidos, para três recipientes diferentes (cedidos pelo laboratório) e o resultado pode ser negativo ou positivo, o resultado dará ausência ou presença em cada uma das amostras recolhidas.
Kit de pesquisa de sangue oculto nas fezes
Kit de pesquisa de sangue oculto nas fezes

Mama

Faça o autoexame da mama uma semana após a menstruação. Observe as duas mamas, em frente ao espelho, com os braços levantados e com eles atrás das costas. Divida as mamas em partes iguais e palpe as mamas em pé e deitada. Se sair algum líquido pelo mamilo ou notar alguma alteração consulte o seu médico ou enfermeiro de família. Se não tiver menstruação escolha um dia fixo para efectuar a palpação.

Pele

A pele deve ser vigiada e termos especial atenção aos sinais. Os sinais podem revelar alterações que nos deixem alertas como por exemplo: mudança de cor, sinais vermelhos, brancos, azuis ou pretos, sinais com mais de 6 mm, com bordos irregulares ou aumento súbito do tamanho.

O melanoma é uma forma grave de cancro da pele que afecta os melanócitos, que são as células que dão cor à pele. A sua origem pode ser hereditária, mas na grande maioria das vezes é ambiental, como resultado da exposição solar sem protecção. Os sintomas são a mudança de alterações de sinais (cor, tamanho, forma, ardor ou dor). Para prevenir a ocorrência do melanoma devemos evitar a exposição solar no período de maior intensidade (entre 11 e as 16 horas), utilizar protector solar, chapéu, óculos de sol e roupa de algodão leve.

Cuidados com o sol: não se exponha ao sol entre as 11 e 16 horas, use protectores solares de elevados índices de protecção, aplique protector 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol, mantenha-se à sombra dos guarda-sóis, use boinas e roupas de algodão, em dias nublados aplique protector, se tiver varizes ou problemas venosos deve evitar a exposição das suas pernas ao sol, use protectores solares nas crianças de elevado índice de protecção (40 ou 50), em dias de grande calor os idosos não devem ir à praia, aumente a ingestão de líquidos, evite bebidas alcoólicas, gaseificadas ou com cafeína, em viagens de automóvel, sem ar condicionado, abre os vidros e ingira líquidos.

Após a exposição solar, com protector solar, é necessário hidratar a pele para minorar os efeitos da exposição prolongada. Os cremes e loções after-sun (depois do sol) revelam uma sensação refrescante e calmante, evitam a descamação da pele e prolongam o bronzeado. Estes produtos possuem propriedades calmantes, anti-inflamatórias, hidratantes e suavizantes, aliviam o ardor, reduzem o eritema, previnem o envelhecimento e regeneram a pele. Aplique a loção após banho de água tépida (morna). Os auto-bronzeadores tingem a pele mudando a sua cor e não confere protecção contra os raios ultravioleta (UVA e UVB), antes de se expor ao sol aplique protector solar.

As crianças e o sol

As crianças até aos 3 anos têm a pele mais fina e frágil, deve-se por isso ter cuidados adicionais. Alguns conselhos: prefira um protector de elevado factor (40 ou 50) de origem mineral e que proteja dos raios UVA e UVB (ultravioleta), evite a exposição solar dos bebés até aos 12 meses (1 ano), instale-se à sombra se levar as crianças para a praia (crianças até aos 3 anos), evite a exposição directa entre as 11 e 16 horas, vista as crianças com t-shirts opacas, chapéus de abas e forneça muitos líquidos para evitar a desidratação.
Protetor solar crianças
Protetor solar crianças
Vulva

A vulva são os órgãos genitais externos da mulher e o seu autoexame deve ser efectuado mensalmente. Comece por sentar-se de pernas abertas e com a ajuda de um espelho observe as virilhas, os grandes e pequenos lábios, o meato, o clítoris e a vagina. A pele entre a vagina e o ânus também deve ser observada. Deve estar atenta a nódulos, tumefações, sinais ou marcas que mudem de cor ou tamanho, verrugas, ardor a urinar e dor. Se descobrir algum destes sinais fale com o seu médico ou enfermeiro de família.

Testículo

O autoexame do testículo é a forma mais eficaz de prevenir o cancro do testículo. O autoexame deve ser feito uma vez por mês, sempre depois de um banho quente e deve procurar alterações no tamanho, dor imprecisa nas virilhas, vigiar o aspecto da urina, presença de líquido no escroto (saco que envolve os testículos), dor, desconforto ou sensação de peso no escroto. Para fazer o autoexame coloque-se em pé em frente ao espelho, verifique a existência de alterações na pele do escroto, examine cada testículo com as duas mãos. Revolva o testículo entre os dedos. Ao efectuar este procedimento não deve sentir dor e se um dos testículos lhe parecer ligeiramente maior não se assuste, é normal. Alguns sinais de alerta: problemas urinários, dificuldade em iniciar ou parar o fluxo de urina, incapacidade de urinar, necessidade frequente de urinar, principalmente à noite, fluxo de urina fraco ou intermitente, dor ou ardor durante a micção, dificuldade em ter uma erecção, sangue na urina ou no sémen e dor frequente na zona inferior das costas, nas ancas ou na zona superior das coxas.

Fontes bibliográficas